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Na
ótica de Enio Carvalho
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VIVER EM PAZ
Salvador, 24/05/2006.
Durante meu processo de crescimento e amadurecimento aprendi muito cedo com meus pais, bem como com chefes excelentes com quem tive o prazer de trabalhar, a respeitar a propriedade e o direito dos outros. Cresci e me desenvolvi praticando isto por onde passei. Convivi com inúmeros momentos difíceis, inclusive aqueles fervilhantes onde os estudantes brigavam contra a ditadura e nunca participei de atos de vandalismo, badernas ou ocupações. Fui bancário e funcionário publico e nunca aprovei o uso de greves para ter direitos. Por isto, sinto uma grande dificuldade de conviver com badernas nos bens de terceiros. Incomodo-me, sobremaneira, de ver as ações de invasão e vandalismo de quem quer que seja, a começar pelo MST, sem que ninguém tome nenhuma medida drástica para coibir esses abusos. Essa crescente onda de invasões, tenham certeza, gerou as invasões dos Sem Teto, também conhecidos como MSTS. Ora, desde que me entendo, que existe esse abismo na distribuição de renda. Há muito tempo, infelizmente, existem os sem tetos. Diga-se de passagem, muitos dos quais recebem moradias do Governo, para em seguida negociar com terceiros e voltar às ruas. Essas invasões, ora do MST, ora dos Sem Teto já gerou inclusive um início dos Sem Comida, que graças a Deus não foi adiante. Com a impunidade estabelecida, em nome dos tais direitos humanos( ? ) não foi difícil fazer crescer essa onda baderneira. Logo surgiram os índios que também aprenderam rapidinho a invadir e bloquear terras e estradas. Os estudantes então, não ficaram atrás. Por qualquer coisa, eles estão nas ruas fazendo baderna, parando a cidade, impedindo o direito de ir e vir, já que as autoridades complacentes nada fazem, imaginando que estão ferindo os tais direitos humanos. Que só funcionam para quem os pratica, nunca para que os sofre. Até mesmo os presos - que estão lá porque cometeram atos nocivos e precisam pagar, também já aprenderam. A todo instante quebram tudo, como se tivessem algum direito. Que direito? Mas, qual? Direito de ter celular, encontros íntimos, visitas de advogados? Batam-me uma garapa! Que direito qualquer público destes tem de invadir, bloquear, fechar, quebrar propriedades que não são suas? Será que este é o caminho para se protestar? Porque os estudantes não bloqueiam a Câmara, a Prefeitura ou mesmo as garagens para protestar contra o tal Card? Porque os índios não fazem isto apenas contra os órgãos que tratam dos seus problemas? Porque o pessoal do MST não protesta com uma greve de fome em frente do Congresso Nacional ou do Palácio da Alvorada? O que todos esses baderneiros passam para quem os assiste impunes, principalmente os mais jovens? O que transmitimos para a nação, quando com risos e brindes com bebidas, as mulheres invasoras da Liga Campesina surgem nas nossas telas depois de uma invasão com depredação sem nenhuma punição ? Que tipo de mensagem chega aos nossos filhos quando vemos estudantes invadirem a Reitoria com colchões e violões para acampar na sala do Reitor? Será este o local adequado para protestar? Ou será que aquele movimento da torcida do Corinthians, quando tentaram invadir o campo porque seu time perdia por 3 x 1 está nos querendo dizer algo? Quem nos garante que tudo isso não é o início de uma tragédia em processo de gestação? Onde já se viu bandidos sair metralhando postos policiais e propriedades afrontando as autoridades? Senhores, não se resolve esse quadro que está sendo pintado, a algum tempo, com puxavões de orelha. Isto não resolve. A desordem não é caso de repreensão. É de repressão. É preciso que haja respeito por parte dos cidadãos e ordem acima de tudo. Ou colocamos um fim nisto, com tolerância Zero ou não sei onde vamos parar. Esses segmentos representativos da sociedade que invadem, ocupam e destroem estão submetendo os cidadãos a um estado de pânico moral. A lei e a ordem precisa voltar a imperar para que possamos viver em paz. Agora mesmo, são os motoristas que desejando pressionar patrões e autoridades, param o trânsito, agridem pessoas, como se tivessem esse direito. Não está dando para assistir tudo isto, fechar os olhos e dizer que não é comigo. O direito de uns termina quando começa o direito dos outros. Isto aprendi e passei para os que convivem e conviveram comigo. A conscientização dos problemas de cada um passa obrigatoriamente por outros caminhos que não esses. Precisamos entender melhor como se conjuga o equilíbrio entre direitos humanos e humanos direitos.
Enio Carvalho é administrador e mercadólogo
Salvador. Bahia. Pituba
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Marketing
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